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Na Manhã Seguinte

  • Autor: Anne Baglioni

    Enviado em 15/02/2012

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Meu nome é Marianne Baglioni, tenho 19 anos e uma vida emocional especialmente conturbada. Eu escrevi um livro que fala sobre o que eu mais quero na face dessa Terra. Ela se chama Elena. É 37 anos mais velha que eu e não, não é invenção. É minha professora e a mulher mais incrível que eu já conheci. O que vocês vão ler é um pedaço desse livro. Aconteceu na manhã seguinte à nossa primeira vez. Eu mal podia acreditar no que havia acontecido. Como pude ter me deixado levar daquela maneira? Eu poderia ter impedido. Poderia, não é? Claro que poderia! Se quisesse, obviamente. Céus! Como foi bom. Eu não me lembrava de ter me sentido tão desejada em toda minha vida. Eu devia estar sorrindo como uma boba, pois meus músculos faciais estavam doendo. Mas o medo me consumia por dentro. Será que Elena diria que foi um erro? Será que tudo acabaria sem nem mesmo começar? Eu deixei que a água que lavava meu corpo, lavasse também minha alma. Um arrepio percorreu minha espinha quando ouvi a voz de Elena sussurrando rouca. -Posso fazer companhia? – Olhei para trás e a vi recostada na porta do banheiro. Estava enrolada numa toalha e sorria provocante. A pele branca parecia chamar por mim, os cabelos castanhos e curtos estavam um pouco desgrenhados. E os olhos... Como os olhos dela podiam brilhar tanto? Nos meus quatro anos de paixão platônica, eu costumava dizer que pareciam o céu à noite, negros e pontilhados de estrelas. -Claro. – Minha voz saiu falhada pelo nervosismo. O sorriso dela se abriu um pouco mais e ela entrou no box, deixando a toalha cair no chão, do lado de fora. A visão das costas nuas dela acendeu algo dentro de mim. Algo que não sabia, até a noite passada, que eu poderia sentir. A observei se aproximar e se recostar em meu corpo. Me permiti um sorriso casto. Elena segurou minhas mãos e as guiou até sua barriga, suspirando quando meus dedos começaram um carinho leve. Me senti mais segura para continuar quando ela apoiou a cabeça em meu colo. Minhas mãos subiram numa carícia mais ousada até os seios dela, que ofegou quando rocei um único dedo no mamilo túrgido. Parecia, naquele momento, que os lugares haviam sido trocados. Eu me tornava mais forte e confiante e ela derretia, se transformava numa menina. Eu a tocava de forma lenta, carinhosa. Queria que aquele momento fosse eterno. Deixei que minha mão esquerda continuasse as carícias, enquanto a direita descia. Ela respirava forte. Eu brincava com a paciência dela. Muito devagar, fiz uma linha do umbigo até onde ela mais queria ser tocada, então parei. Ela pareceu desapontada, mas não por muito tempo. Eu a virei e tomei seus lábios nos meus. Ceus! A língua dela parecia bálsamo para as minhas feridas. A coloquei prensada na parede enquanto a água caia. E ao invés de refrescar, só aumentava o fogo dentro de mim. E numa fração de segundos afundei meus dedos nela. O ritmo era frenético e ela gemia descontroladamente, afundava as unhas nas minhas costas enquanto enlaçava minha cintura com uma perna pra que eu fosse mais fundo. Eu a senti contrair. Ela estava chegando ao ápice. Então parei novamente, e ela olhou nos meus olhos. Não me lembro de ter visto tanta verdade quanto eu vi naqueles olhos. Ainda ofegante, me beijou de uma forma carinhosa, intensa. Então eu recomecei meus movimentos. Elena apoiou a cabeça na parede, enquanto eu mordia pele sensível do pescoço. Ela suspirava e começou a contrair novamente. Eu me lembrei da noite passada, do cheiro dela, do gosto dela... Minha boca se encheu d'água e eu ajoelhei sem deixar de tocá-la. Elena revirou os olhos quando minha língua encontrou seu clitóris. Lambi delicadamente e desci um pouco mais até encontrar a carne quente e pulsante. Como ela estava excitada! Chupei com volúpia e ela gemeu. Continuei chupando, lambendo e mordiscando até sentir os músculos se contraindo em minha língua. Mais uma vez, as unhas se cravaram nas minhas costas quando ela gozou. Aquilo me deixou maravilhada. Me levantei sentindo meus joelhos formigarem um pouco e a puxei pela cintura para debaixo do chuveiro novamente. Nos beijamos ali sem nos importarmos com o que viria depois.





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