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Kátia, Kátia...

  • Autor: Glinos Meferr

    Enviado em 08/06/2010

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   Uma das mulheres mais interessantes que conheci foi Kátia. Naquela época já era casado. Nós trabalhávamos no CPD de uma empresa de construção civil. Eu era o encarregado e tinha sob minha responsabilidade seis funcionários. Dois programadores, três digitadores e um mensageiro. Duas mulheres e quatro homens. Ela era digitadora.
   Podia vê-los através da parede de vidro que isolava a minha sala. Mantínhamos um excelente relacionamento. De vez em quando íamos a um barzinho tomar cervejas e bater um bom papo. Ela sempre ia e participava das brincadeiras.
   Curiosamente, o seu traseiro não me apetecia. Achava-o muito grande, desproporcional. Na verdade, a única parte do seu corpo que me agradava era a boca. Uma das mais sensuais que tinha visto. Lábios carnudos, bem desenhados, muito apetitosos. Ressaltados pelos dentes brancos e perfeitos. Se algum dia pensei em lhe fazer alguma coisa era justamente beijá-la.
   Os seios não eram grandes nem pequenos. Porém, ela usava roupas fechadas, sem decotes, de modo que, não tinha noção de suas formas. Apenas podia perceber o volume.
   Não quero dizer com tudo isso que fosse feia. Não o era, com certeza. Apenas não me despertava maiores atenções. Inclusive, as iniciativas de aproximação e intimidades partiram dela.
   Ficamos tão íntimos que sempre que chegava ou saía me beijava no rosto. E no decorrer do dia nos encostávamos toda vez que era possível. E se estávamos à sós, a abraçava por trás para sentir o seu traseiro.
   Sempre que olhava seu bumbum, o imaginava cheio de celulites, estrias e, porque não, varizes. Era muita gordura junta, pensava.
   Às vezes, vestia alguma calça apertada, que modelava seu corpo. Nestas ocasiões, achava-a uma gostosura. Mas, logo, o pensamento de que estava coberta de celulites me desanimava.
   Com o passar do tempo, fomos ficando íntimos também em nossas conversas. Ela devia me achar um frouxo, já que tudo partia dela.
   Até que um dia, após o expediente, enveredamos pelo assunto de sexo. Não me lembro se desta vez fui eu quem começou. Só me lembro de uma pergunta que lhe fiz, mais ou menos à queima-roupa, aproveitando que estávamos sozinhos.
   -- Você é virgem?
   Ela me olhou, incrédula. Talvez, não acreditando que fosse eu o autor de tal indagação. Senti o rosto esquentar. Imaginei-o vermelho. Ia retirar a pergunta e desfazer-me em desculpas quando ouvi sua resposta.
   -- Onde?
   Arqueei as sobrancelhas. Esperava uma bronca, estando até preparado para ela. De modo que demorei alguns segundos para me ater à resposta.
   -- Onde?!
   Ela soltou uma gargalhada.
   -- Sim. Você quer saber se sou virgem onde?
   Senti meu coração acelerar.
   -- Vejamos... Na orelha?
   -- Na orelha? Alguém faz alguma coisa nela?
   -- Você nunca fez?
   -- Não.
   -- Então, você é virgem na orelha. Mau começo.
   Ela riu gostosamente. Continuei.
   -- No nariz?
   -- Sim.
   -- Na boca?
   -- Não.
   -- Não?
   -- Não.
   -- No umbigo?
   -- Sim.
   -- Na vagina?
   -- Não.
   -- No ânus?
   -- Não.
   Sorri para ela.
   -- Deu empate: três a três.
   -- Assim não vale. E bom fazer na orelha, no nariz e no umbigo?
   -- É maravilhoso!
   -- Nunca experimentei...
   Perguntei-lhe novamente a queima-roupa.
   -- Em qual lugar você prefere?
   Ela pensou um pouco.
   -- É relativo. Depende do momento e da pessoa.
   -- Com quantos caras você já transou?
   -- Uns dois ou três...
   -- Só? Não são muitos. Quantos anos você tem mesmo?
   -- Vinte e quatro.
   -- Nesse ritmo, quando tiver cinquenta terá transado com seis no máximo!
   -- Acontece que não transo só por transar. Todos eles foram meus namorados. Tiveram que suar para me comer. O que você está pensando? Que eu sou fácil?
   Havia falado de um jeito tão engraçado que caímos na risada.
   -- Como foi a primeira vez?
   -- Onde?
   Rimos.
   -- O primeiro cara e o primeiro lugar.
   -- O primeiro cara foi meu terceiro namorado. Os dois primeiros no máximo me alisaram. Eu tinha dezessete anos. Convenceu-me que era normal dar a bunda porque não tinha risco de engravidar. Ele nunca pôs na frente, só atrás. Namoramos mais de um ano e nesse tempo todo só me comeu por trás. A gente se abraçava, se beijava, se melava e quando ele queria gozar, me punha de quatro e enfiava em mim. Depois, ficava se mexendo até gozar. E, antes que seu pênis amolecesse tirava-o de uma vez. Eu sentia um alívio enorme.
   -- Nossa!
   -- Algum tempo depois, sentia o esperma escorrer entre minhas nádegas.
   -- Meu Deus!
   -- O que foi?
   -- Nada... Não doía?
   -- No começo doía demais. Quase que não permitia. Mas ele era convincente. E eu também gostava, apesar da dor.
   -- E depois?
   -- Depois fui me acostumando, até sentir prazer.
   -- Hoje você gosta?
   -- Muito. Tanto quanto na frente...
   -- Fez em outra posição?
   -- Como assim?
   -- Você disse que ele te punha de quatro...
   -- Ah! sim. Na maioria das vezes eu ficava de quatro, mas várias vezes fizemos em outras posições.
   -- Qual, por exemplo?  
   -- Certa vez, na casa dele, ele deitou-se na cama e eu sentei no pênis dele. Naquele dia vi estrelas porque entrou tudo de uma vez.
   -- Fizeram na casa dele?
   -- É, mas não tinha ninguém em casa...
   Aquela conversa estava me deixando extremamente excitado. Ela parecia muito à vontade. Às vezes, abaixava os olhos demonstrando acanhamento. Mas, não hesitava em contar os detalhes. Resolvi testá-la.
   -- Kátia, essa conversa me deixou... Muito... Excitado. Você... Também está?
   Ela não respondeu apenas deu um leve sorriso.
   -- Sim ou não? -- Insisti.
   -- Sim.
   Remexi na cadeira, animado.
   -- Você não quer me mostrar como fazia?
   -- Aqui?
   -- É. Não tem mais ninguém na empresa. E eu posso trancar a porta para termos certeza que ninguém vai entrar.
   -- Tem certeza?
   -- Tenho.
   -- Então, vai lá trancar...
   Fui rapidamente. Quando voltei à sala ela tinha apagado as luzes. Imaginei que fosse por vergonha de suas ancas. Isso quase confirmou a impressão de que seu traseiro estava cheio de celulite e estrias. Melhor assim, pensei. Ela, então, acendeu a luz do lavabo, de modo que a sala ficou apenas na penumbra. Kátia trazia um sorriso nos lábios.
   -- Fique na posição que você mais gosta.
   -- Tá bom...
   Ela tirou as calças e se pôs de quatro no meio da sala. Quando me ajoelhei entre suas pernas, depois ficar nu da cintura para baixo, ela me estendeu a mão com um tubo de creme e um preservativo.
   -- Passe isso antes, no meu cuzinho e no seu pênis... Depois de pôr a camisinha.
   -- O que é isso?
   -- É um creme para facilitar...
   Coloquei um pouco nas pontas dos dedos e untei bem o orifício. Depois, fiz o mesmo com meu pênis, que estava duríssimo.
   -- Você está pronta?
   -- Estou. Põe devagar, tá?
   -- Tá. Vou pôr bem devagarzinho...
   Posicionei-me e comecei a empurrá-lo para dentro. Ela soltou um gemido. Empurrei mais um pouco. Logo estava todo dentro dela. Sentia a pressão do reto em meu membro teso. Comecei a movimentar-me fazendo-o entrar e sair. Tirava-o quase todo, para depois enfiá-lo novamente. Ela gemia de dor e prazer. Aumentei o ritmo quando estava prestes a gozar. Quase que em seguida, gozei. Foi um orgasmo inesquecível!
   -- Gostou?
   Estava tão ofegante que não ouvi direito. Além do mais, comecei a sentir um cheiro de fezes no ar. Afastei-me dela e vi que o preservativo estava impregnado dela. Senti mal ao me dar conta daquilo. Arregalei os olhos e tentei me conformar. Mas, é claro, depois de um dia de trabalho, com almoço e tudo, seu interior não podia estar limpinho.
   -- O que?
   -- Gostou da minha bunda?
   Respirei fundo, colocando o braço no nariz, na tentativa de evitar o odor.
   -- Muito... E você?
   -- Eu sempre gosto.
   Quando viu o meu constrangimento e a tentativa de não respirar, começou a rir.
   -- Você não está acostumado a comer bunda, não é isso?
   -- Confesso que raramente.
   -- Relaxe, esse cheiro é inevitável.
   -- Não te incomoda?
   -- É claro que não. Para mim é natural. Faz parte do prazer, entende?
   -- Acho que sim.
   Começou a se levantar, ajeitando a roupa. Caminhou lentamente para o lavabo. Parou na porta e voltou-se.
   -- Quer se limpar primeiro?
   -- Não, pode ir!
   -- Quer que eu o limpe?
   Fiquei indeciso mais uma vez.
   -- Quer ou não?
   -- Bem...
   Ela devia ter se acostumado comigo, porque entendeu aquilo como um "sim".
   -- Venha aqui...
   Não me fiz mais de rogado. Kátia tirou o preservativo e o jogou no lixo. Não comentou o fato de estar sujo. Pediu-me para ficar de pé em frente a pia e levantar a camisa. Encostei-me na cerâmica fria de tal modo que meus órgãos genitais ficaram dentro dela. Depois, empunhando o sabonete, lavou-me abundantemente. Verificou se ainda tinha algum resquício de esperma no pênis deslizando a mão, com uma leve pressão, da base para a ponta.
   -- Ele é maior do que eu pensava...
   -- Verdade?
   -- Sim...
   -- Você se arrependeu?
   -- Não! Claro que não. Pelo contrário...
   -- Ainda bem!
   -- Estava pensando...
   -- O que?
   -- Quer me comer de novo?
   -- Quando?!
   -- Agora!
   -- Agora? Dá só um tempinho para ele se recuperar...
   -- Certo! Assim é que se fala.
   Terminou de lavá-lo. Usando o papel higiênico, secou-o com delicadeza. Depois deu um beijo no pênis intumescido e em seguida abocanhou-o gulosamente.
   -- Que delicia... -- Sussurrei, sentindo-o reagir.
   Ela continuou chupando-o até sentir que começava a aumentar o volume. Aí, parou. Endireitando o corpo, virou-se de costas para mim deixando a mostra umas nádegas brancas, mas, para minha surpresa, lisas. Encantadoramente lisas. Sem as celulites, as estrias e as varizes quem eu tanto imaginei. Levei uns segundos para me recuperar.
   -- Algum problema? -- Perguntou.
   -- Sua bunda é bonita demais!
   -- Obrigada! -- Agradeceu, rindo.
   -- Não é a toa que todos querem comê-la...
   -- Você acha?
   -- Tenho certeza!
   Pedi a ela que apoiasse as mãos na tampa do vaso. Peguei bastante papel higiênico e tirei o excesso entre suas nádegas. Seu ânus ainda estava levemente aberto e avermelhado.
   De repente, senti sua mão em meu pênis.
   -- Olhe como ele está!
   -- Está pronto de novo!
   -- Senta aqui... -- Disse-me apontando o vaso.
   Sentei e recebi outro preservativo, que coloquei sem problemas. Ela virou-se costas para mim e tirou a roupa totalmente. Sua pele era macia, sem manchas nem pintas. Virou-se por um momento e, então, vi seus seios e seu colo acetinado. Eram lindos! Estava cada vez mais deslumbrado com ela!
   Pondo-se novamente de costas, aproximou-se. Usando uma das mãos, direcionou o falo duro para o seu ânus. Então, sentou-se lentamente entre suspiros e ais. Não tínhamos nos lubrificado dessa vez.
   -- Parece que ele está maior ainda... -- Comentou baixinho.
   Apoiando as mãos nos meus joelhos começou a movimentar-se para cima e para baixo. Passei as mãos pelas suas costas. Depois, coloquei-as entre suas coxas e enfiei o dedo médio da mão direita em sua vagina. Coloquei a outra mão em seu ombro e pressionei fortemente. Ela gemeu. Assim, cada vez que ela baixava o corpo, eu forçava meu dedo dentro dela.
   De repente, gritou histericamente e parou de movimentar-se. Ficou arfando e aspirando longamente. Tinha gozado.
   -- Que coisa boa!
   -- Agora é minha vez...
   -- Fique à vontade.
   Levantou-se devagar e esticou as pernas. As minhas também estavam doloridas. Apoiou as mãos outra vez na tampa do vaso, preparando-se para me receber.
   -- Pronto... Pode me comer à vontade... E não se surpreenda se eu gozar outra vez.
   Penetrei-a com vigor, arrancando-lhe um grito. Com a luz clara, pude ver como meu pênis entrava e saia de seu ânus, ritmado pelos seus gemidos. Pouco depois, gozei como nunca.
   Estávamos exaustos, com as pernas dormentes.
   -- Você nem imagina como sonhei com esse momento... -- Comentou enquanto se limpava.
   -- É mesmo?
   -- É. Mas você nunca percebeu!
   -- Sou um tonto!
   -- Vai ter bis?
   -- Com toda certeza!
   -- Que bom. Porque adorei!
   E repetimos até que ela arranjou um emprego melhor...





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