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Enviado em 18/11/2011
Sabe estes dias de trabalho que você quer só tomar um chope, sozinha?
Liguei pro Lui e falei: vai me pegar no Centro? Tou a fim de beber, e não posso dirigir.
- Opa, então vou beber com você.
- Não, não. Quero ir sozinha.
- Tá triste, amor?
- Não, quero só ficar sozinha. Te ligo, te amo.
- Também te amo.
E fui parar no Devassa. Eu sempre preferi as mesas de canto, mas num local que eu possa ter a visão das pessoas, da rua.
Sentei sozinha, e pedi um chope.
Gosto de brincar com o bocal do copo, pensar na vida, no trabalho, no casamento, etc.
Na minha frente, vejo um homem, também sozinho. Não é propriamente bonito nem feio. Charmoso. Um olhar penetrante.
Cruzamos olhares e ele sorriu discreto.
Eu não sorri e desviei o olhar. Mas é como se eu continuasse olhando. Eu via ele me olhando, mesmo que eu não estivesse olhando para ele.
De vez em quando, discretamente, eu olhava, e lá estava ele me olhando, e sorrindo, como quem dissesse: “eu continuo te olhando...”.
Me distrai deste foco do olhar do moço penetrante, e fiquei ali, bebendo, absorta em meus pensamentos. Já estava no terceiro chope quando olho, tá o homem, parado, a 30 centimetros de mim.
- Tudo bem? – e puxou uma cadeira e sentou ao meu lado.
- Te conheço?
- Conhece sim. Sou eu aquele que tava te olhando, sorrindo.
Eu só sorri e fiz que sim. Odeio quando as pessoas me deixam sem reação!
- Meu nome é Cristiano, e o seu?
- Letícia.
- Hum... que você faz, Lê...
- Letícia, sem Lê.
- Ah, que ótimo. Eu odeio ser chamado de Cris. Então, Letícia, o que você faz?
- Eu trabalho com RH.
- Eu trabalho com Telecom. Você só responde, né? Não pergunta?
- De onde você surgiu?
- Você é psicóloga?
- Sou.
- Percebi.
- Porque?
- Porque você responde uma pergunta com outra pergunta.
Rimos, juntos.
- Mais dois chopes, pra mim e pra Letícia!
Gosto quando as pessoas são gentis com os garçons. Sem ser íntimo, sem chamar de amigo.
- Você é casado, Cristiano...
- Sou. Recém casado. E você é solteira.
- Sou não. Sou casada também. Inclusive, ele vem me pegar aqui.
- Engraçado, eu acho que não...
- Acha que não o que?
- Não acho que seu marido vem te pegar aqui.
- Isso é uma ameaça?
- Eu diria que é um convite com um aceite SIM.
- Convite para?
Cristiano fez uma cara do tipo “tolinha”.
- Bom, esta hora não está passando filme nenhum que me agrade...
- E...? – eu, com cara de ponto de interrogação.
- Querido, traz a conta! Estamos indo!
- Não, não estamos, Cristiano. Você está indo.
- Letícia, eu gostaria que você fosse obediente. Vou te fazer mal não. Voce já percebeu, aliás. Voce olhou para os meus olhos sorridentes, ali atrás, quando eu ainda estava naquela mesa.
- E...?
- E que meus olhos disseram: “quero te comer”. E que você está defendida. Mas você quer.
- Preciso ligar pro meu marido. Que eu vou dizer agora?
- Amor, olha só, conheci o Cristiano, e ele me fez um convite irrecusável. Ele me deixa em casa... Beijo, te adoro.
- Babaca. Tá tocando, calado. Lui? Oi, amor. Olha, encontrei a Fernanda aqui no Devassa, e ela não vai beber que tá tomando antibiótico. Ela me leva pra casa, tá? Tá sim, tá tudo ótimo. Lógico, amor. Volto cedo, te amo. Beijo na boca. Vamos logo, Cristiano, preciso voltar cedo.
- Cristiano? Ué, não sou a Fernanda?
Cristiano pegou o seu carro, e foi dirigindo para o motel mais próximo. Ele ainda não tinha encostado em mim, nem mesmo dentro do carro. Nem um beijo, nem um toque, nem uma mão boba. E aquilo me excitava. O não-toque me excitava muito. Ele não estava de pau duro. E eu estava excitadíssima. E eu sentia ele me analisando. Ai, que raiva!
Entramos em um motel no Centro, meio chiquezinho.
- Ca-ra-lho...
- Que foi, Letícia.
- Nunca transei com um estranho.
- Gente... mas não somos estranhos... sou o Cristiano, nos conhecemos no Devassa...
- Porque eu tenho raiva de você, Cristiano?
- Porque eu te excito.
E, antes de abrir a porta do quarto, me tascou um beijo na boca. Que beijo delicioso!
Eu entrei, inspecionei o quarto...
- Tá procurando alguma coisa, linda?
- Letícia. Sem “linda”. Não, tou procurando nada...
- Preciso de um banho. Você vem?
- Não.
Cristiano entrou no banho e eu, de tão tensa, acabei cochilando na cama. Um estranho tomando banho e eu dormindo!
Não ouvi ele abrindo a porta do banheiro, envolvido na toalha.
Eu, de bruços, só senti aquele corpo quente e semi-nu deitado por cima de mim. Passava a mão pelas minhas costas lentamente, a boca, quase sem me tocar, muito lento... E eu podia gozar, só aí. Que homem gostoso...
Não era um sexo afoito, com pressa. Era um sexo quase de conhecimento, de re-conhecimento.
Eu rebolava, e sentia aquele pau duro, na minha calcinha, fazendo pressão.
Ele me virou de barriga pra cima, me beijou a boca, lentamente, quente, e molhado. Passava a mão pelo meu corpo e, lentamente, ia me despindo.
Fiquei nua. Ele idem. Por alguns segundos, ele me admirou, sorrindo – com aquele mesmo sorriso do bar -, silencioso. E balbuciou “Le-ti-ci-a...”.
Veio com aquela boca carnuda, língua quente, e me chupou a buceta, bebendo todo o meu liquido... eu gemia, agarrava sua cabeça, rebolava na sua cara, e dei muito gozo naquela boca estranha.
Devagarzinho, ele voltou e, sem saber que eu gostava, trouxe meu gozo para compartilhar comigo...
E, também devagar, foi metendo o pau, comigo de frango assado. Meus calcanhares nos seus ombros, e ele metendo lentamente. De vez em quando, aumentava o ritmo e dava umas estocadas fortes, de fazer barulho. Eu gemia, gritava.
Era um sexo silencioso, só com respiração e gemido.
- Diz o que eu sou.
- Letícia.
- Não...
- Seu nome não é Letícia????
- Não.
- Qual é seu nome?
- Puta.
- Que delicia... tá gostosa essa pica, sua puta?
- Tá uma delicia. Mas come direito, com vontade. Mete esta pica inteira.
- Toma! Toma! Toma!
E Cristiano metia com raiva. Me virava de 4, empurrava minha cabeça na cama, para ficar com a bunda mais para o alto, metia com força, batia na minha bunda, me fazia gozar, gemer, gritar.
- Gostosa, toma pica. Sua puta.
Cada vez que ele me chamava de puta, eu gemia e tinha mais vontade de gozar.
Perdi a conta de quantas vezes gozei. Escorria pela minha perna. Banhava aquele pau grosso, carnudo e quente.
E ele, nem perto de gozar estava.
Deitou de barriga pra cima e disse:
- Vem, Letícia.
Adorava ouvir ele pronunciando meu nome.
Sentei de frente para ele, com a buceta toda arreganhada, naquela pica latejando. Cavalguei, rebolei, meus peitos balançando, ele pegava neles, olhava para mim e sorria e balbuciava “Le-ti-ci-a-sua-pu-ta”.
Gozei, assim, mais algumas muitas vezes, incansavelmente.
Eu beijei-o longamente na boca. Um beijo quente e demorado.
Sai de cima e comecei a chupá-lo. O gosto da minha buceta inteira naquela pica, totalmente melada. Cristiano se ajeitou na cama para me apreciar (ele disse) chupando-o.
- Que boca mais gostosa...
- Fica em silêncio, deixa eu só chupar você.
- Hmmm
E ele respirava ofegante, gemia, fodia a minha boca com aquele pau. Algumas vezes, eu era lenta. Outras eu chupava só a cabeça. Outras, metia ele todo na minha boca e deixava ele me foder.
Na hora de gozar, ele deu um gemido forte, alto, e me jorrou leite pela boca, pela minha cara, meus seios, e ele pegando cada gotinha para beber inteiro.
Ele gozou, eu gozei.
Tomamos banho, separadamente. Ele me cravou na parede, passou a mão pelo meu corpo, me beijou quente, me chupou em pé mesmo, me fazendo gozar, novamente.
- Vamos?
- Você me deixa em casa?
- Onde você mora?
- No Recreio. E você?
- Niterói.
- Nossa...
- Eu te levo. Até o teu marido. – e riu.
Descemos, sem nos tocar e Cristiano me deixou em casa, silencioso. Apenas com um olhar sorridente.
day escreveu:
gosteii.muito bem escrito. ;D dayellen@gmail.com
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