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Enviado em 28/05/2009
A bicha da mineração.
o galo praticamente me derruba da cama às cinco da madrugada. levanto – me aborrecido, pois odeio o meu trabalho que é lavar as latrinas dos garimpeiros. nunca vi povo mais sujo! parece que nunca ouviram falar sobre higiene em toda a vida. sou uma bicha feia e magra, nem bunda tenho, a idade indefinida entre vinte e oito e trinta. meu quarto fica colado aos banheiros coletivos onde os mais de trezentos machos desta mineração vão se lavar antes do café ,e tomar banho à tarde, após o término do trabalho, atolados naquelas poças de barro e lama e terra e pedras . eu mesmo não tenho pó de café nem açúcar, portanto preciso pedir uma caneca cheia emprestada da cozinheira que prepara a gororoba para eles que me faz esse favor com a cara mais azeda desse mundo,como se fosse uma esmola. tenho que lavar as privadas antes que eles cheguem e comecem a mijar nas bordas, parece que não conseguem acertar o buraco largo do vaso, ou fazem isso de propósito.
sou um viado velho de bunda magra e boca larga que eles chamam de boca de vaca e a cor de minha pele não é escura como a deles . só os cabelos são longos e lisos e costumo amarrá-los num rabo atrás com uma fita amarela encardida.
pagam-me pelo trabalho trezentos reais no fim do mês mais direito a comida, se é que se pode chamar aquilo de comida.. só há uma mulher por essas bandas: a cozinheira negra, velha e gorda, pois o capataz proibiu a presença de mulheres depois que começaram as brigas e as mortes e os assassinatos ..
geralmente eles se banham com as costas coladas na parede , pois é questão de honra não ficar mostrando a bunda pros outros enquanto se banham.
eu pendurei alguns calendários com mulheres lindas e nuas perto do espelho de modo que os homens possam contemplá-las enquanto se penteiam e emplastram os cabelos com aquela brilhantina de cheiro enjoado..
os mais moços se satisfazem ali mesmo , quando estão sozinhos e são rápidos na punheta pois atrás vem gente.
termino a limpeza das privadas lá pelas seis horas da manhã e tenho um tempo de folga que vai das seis às oito horas. inventei uma espécie de detergente-desinfetante à base de erva cidreira fervida que serve para perfumar e limpar os banheiros e até ganhei um elogio meio enviesado do capataz sempre tão zangado e tão calado.. é temido até pelos mais valentes, é aquele que recolhe o ouro e vai vendê-lo na cidade com a caminhonete.
às oito e meia tenho que ajudar a cozinheira a preparar o grude.
lá pelas duas da tarde tenho que voltar pra limpar e lavar todo o banheiro novamente e está naquele estado.
já falei que meu quarto fica parede – meia com o banheirão? já. foi por isso que, humildemente, pedi ao capataz que mandasse alguém abrir três buracos na parede , de três tamanhos diferentes. ele perguntou para quê e logo que compreendeu o motivo fez aquela cara de assassino, não acreditando que eu teria aquela coragem.
ficou muito revoltado comigo.
quando lhe fiz o pedido pela segunda vez , meteu-me o pé na bunda e me mandou pra puta que pariu.
depois ele mesmo , sem querer , espalhou o boato e ele próprio sentiu a pressão dos peões mineradores , repensou e chegou à conclusão de que pelo menos ajudaria a aliviar a tensão do tesão entre os homens.
é lá pelas onze horas da noite que começa o movimento. eu falei que tem mais de trezentos, mas só uns cento e cinqüenta não conseguem se satisfazer sozinhos e precisam de minha ajuda. eles se revezam e já ouvi várias vezes a conversa: “cê foi ontem? então hoje vou eu...”.
uma bicha pode até ser velha e feia, mas se souber usar as técnicas certas, não ficará no prejuízo. os machos no auge da fissura não olham o rosto através do buraco , só se importam com os movimentos da boca e da língua , a ilusão de que se trata da boceta desejada e isso é tudo. tem uns desgraçados que , só pra infernizar , colocam o pintão no buraco e mijam dentro do meu quarto. mas são poucos. a maioria mesmo não dispensa uma boa chupeta.
já falei que os buracos são de três tamanhos diferentes? já. é que alguns são especiais. principalmente um deles.
também não vou engolindo tudo o que vejo. primeiro examino direitinho para ver se não estão doentes, sem verrugas, corrimentos , manchas,etc. um sebinho na chapeleta até gosto, levando-se em conta que muitos não são chegados à higiene.
já tive muitas surpresas agradáveis e outras nem tanto . mas nunca sei qual deles estou chupando. embora consiga distinguir alguns e principalmente aquele , que ocupa sempre o buraco maior. fiquei impressionado na primeira vez que se apresentou e olhei aquele baita caralho pulsando através do buraco. eu o servi como se serve a um rei poderoso com todos os requintes e salamaleques. gostaria de conhecer o seu dono, mas sei que pelas regras duras do garimpo, é melhor ficar quieto e aproveitar a ocasião sem esperar mais que isso. quem muito quer...
já disse que começo às onze? já. durante algumas noites, frias principalmente – nesta região os dias são quentes, mas as noites são frias, costumo chupar uma média de três , quatro ou cinco caralhos.. e uma coisa impressionante: todos – todos acabam esporrando em meus lábios, ou em minha garganta ou dentro das bochechas.
sou uma bicha velha, feia e magrela, mas tenho anos de experiência. acho que sou uma bicha ativa no que se refere à atividade labial - bucal.
ontem, lá pelas duas da madrugada, já havia terminado minha função - já havia lavado a boca para me livrar das várias esporradas que conseguira abocanhar, ouvi as batidas na madeira da parede, características de alguém necessitado. através do buraco mais largo vi surgir o cacetão descomunal, completamente teso, pulsando à espera de ser servido.
apoiei minha bunda magra sobre os calcanhares e me curvei sobre ele pousando os lábios grossos e largos sobre a ponta arredondada do cabeção e mamei no olho até ficarem lambuzados de pré-gozo. isso facilitou a tarefa de esconder a glande inteira dentro das bochechas. passei a língua sob e sobre ela retirando os pontinhos de esmegma que a tornavam áspera. e chupei-o finalmente , com todo o desejo que me inspirava, fazendo-o foder minha garganta com movimentos longos e gorgolejantes. no instante do gozo, afastei-me, masturbei-o com ambas as mãos e recebi os jorros de porra dentro da boca escancarada.
justo no momento em que ele se afastava não me contive e espiei pelo buraco para ver o vulto do capataz se afastando enquanto abotoava as braguilhas.
era o capataz – o único entre os trezentos que tinha a liberdade de usar a caminhonete para ir até a cidade negociar o ouro e visitar a esposa ,ou os bordéis que lhe desse na telha.
a vida não é uma caixinha de surpresas? mas, em boca fechada, não entra mosquito.
por isso , amigas : não se desesperem . se a vida lhes
oferece um limão,façam uma limonada!.
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